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4 de agosto de 2017

Banda Resgate lança single “História” e exibe capa do “CD No Seu Quintal” repleta de referências ao movimento rock

Nesta sexta (04), a banda Resgate lançou o primeiro single do álbum No Seu Quintal chamado História. A música é baseada, biblicamente, no texto de Eclesiastes 12.1, que fala sobre lembrar de Deus nos dias de juventude, tema que não é novidade nas canções da banda, já quem, em 1997, no CD Resgate, a música Antes abordava o mesmo assunto. Contudo, História também aborda como ensinamentos e valores são passados dos pais, cada um a sua maneira, para os filhos e a arrogância própria da juventude.

Como prometido para este trabalho, gravado parte ao vivo no evento Música e Prosa, em Goiânia, e parte no estúdio, a música é um eletroacústico e traz a pegada setentista da banda formada por Zé Bruno, Jorge Bruno, Marcelo Bassa e Hamilton Gomes. 

Porém, o que mais chamou a atenção nesse lançamento é a capa do disco e, diga-se de passagem, que capa. Antes de nos aprofundarmos nessa questão, vale ressaltar que no histórico da banda nunca houve um design gráfico que chegasse perto dessa arte psicodélica. Não que o Resgate não tenha produzido boas idéias como nos CDs Até eu Envelhecer – Ao Vivo, Pretérito Imperfeito Mais que Perfeito ou Ainda não é Último, mas a capa de No Seu Quintal é um show de referências.


Vamos começar pela fonte: a tipografia (hippie Style) é uma referência quase uma homenagem a Woodstock. Artistas como Janis Joplin e Jimmy Hendrix tiveram suas imagens ligadas ao estilo de grafia, mais precisamente com álbuns remasterizados e coletâneas. Vale destacar também o disco Rubber Soul (1965) dos The Beatles. Os garotos de Liverpool, aliás, são referência à sonoridade da banda.


As cores da capa de No Seu Quintal também remetem muito à cultura hippie. Os icônicos Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967), dos Beatles, e Full Circle (1972), do The Doors, se somam a Balacobaco (2003) de Rita Lee, e Caetano Veloso, disco solo de estreia do cantor baiano em 1968, como álbuns que podemos citar como referências diretas.


As cores vibrantes e a estética psicodélica ganham reforço do espelhamento. Dentre outras referências, os discos Duets (1993), de Elton John, A Head Full Dreams (2015), do ColdPlay, e Eu sou livre (2007), do PG, trazem este recurso. Vale aqui citar, também, o clipe Razões e Emoções (2006), do NX Zero.


O último conceito encontrado nessa capa são os objetos dispostos no contorno. A banda Oasis, em Be Here Now Cover (1997) e Dig out your Soul (2008), e a dupla Hall and Oates, com War Babies (1974), utilizam esse recurso gerando uma desordem caótica, porém ordenada. No caso de No Seu Quintal, as imagens de relógios, trens, máquinas datilográficas, guitarras e fitas k7, representam tempo, viagens, música e histórias e dão conotação de jornada desses mais de 25 anos de banda.


2 de agosto de 2017

Deise Jacinto e Felipe Valente falam sobre a parceria na canção “Retrovisor”

Felipe Valente e Deise Jacinto falam sobre a parceria no clipe de Retrovisor (Reprodução de Internet)
Um ano após ser apresentada ao grande público pela Sony Music com o CD Final Feliz, a cantora Deise Jacinto lançou no dia 21 de julho o clipe de seu novo single intitulado Retrovisor, que também foi disponibilizado nas plataformas digitais. Escrita pela própria cantora, a canção e o clipe são projetos que nasceram entre amigos já que a música foi produzida por Suzanne Hirle – mesma responsável pelo seu disco anterior – e o clipe teve roteiro escrito em parceria com Henrique Torres, um amigo de Deise formado em cinema, e direção de Hugo Pessoa. E para abrilhantar ainda mais o projeto, a música conta ainda com a interpretação do cantor Felipe Valente, marido de Suzanne.

Com uma letra que sobre o lugar que damos para Deus em nossas vidas, Deise Jacinto e Felipe Valente conversaram com o Gospel no Divã sobre a parceria, a gravação do clipe e as simbologias por trás da produção.

1. Depois do álbum “Final Feliz”, quando decidiu que era hora de trazer algo novo pro público?
DEISE JACINTO: Sou uma pessoa que gosta de novidades e enjoa rápido das mesmas músicas. Já estava sentindo falta de um trabalho novo a algum tempo. Porém, pra se fazer algo de qualidade precisa de tempo e dinheiro. Acredito que Retrovisor saiu no tempo que Deus queria. Espero que cada dia o tempo entre um trabalho e outro seja menor.

2. Como nasceu a canção “Retrovisor”? É composição sua? Explique um pouco a história e a mensagem por trás dessa canção.
DEISE: Retrovisor é composição minha e nasceu há aproximadamente uns dois anos. Estava tendo contato com algumas pessoas muito machucadas com Deus por conta da religião ou alguma experiência negativa e não acreditavam mais na existência dEle. Às vezes, temos vergonha de admitir nossas dúvidas e medos. Essa canção é sobre a solidão que sentimos como ser humano e o lugar de Deus na nossa vida. Ele está aonde deixamos Ele estar. Ele pode ou não participar da nossa vida. Precisamos escolher se vamos abrir a porta ou mantê-la fechada.

3. Quem foi responsável pela produção musical?
DEISE: Sempre me envolvo bastante nos meus trabalhos, mas quem encabeçou a produção foi a Suzanne Hirle, produtora também do álbum Final Feliz.

4. Como surgiu a ideia de gravar ao lado de Felipe Valente e como foi esse dueto?
DEISE: A música é um diálogo e ficaria mais claro gravar em dueto. O Felipe é meu amigo, esposo da minha produtora, sempre opinou na minha arte e tem carta branca pra isso. Sempre foi referência pra mim e poder cantar com ele me fez muito feliz. Além de ser umas das vozes mais bonitas da música brasileira foi ele e a Suzanne que abriram meus olhos para essa canção. Estava na mão de outro cantor para ser gravada. Após o puxão de orelha acabei pegando a música de volta, com a total compreensão desse amigo. Coisas que a gente não sabe explicar.


5. E quanto a você, Felipe? Como foi fazer o dueto com Deise Jacinto?
FELIPE VALENTE: Foi fácil. A Deise apresenta personalidade no cantar, no tocar e no compor. Assim sendo, fica fácil se adaptar às peculiaridades do artista, se entregar e valorizar a canção, a fim de que o público seja servido com o melhor que temos. Sem falar que trata-se de uma pessoa pela qual tenho profundo carinho.

6. Qual foi sua reação ao ouvir a canção pela primeira vez?
FELIPE: Emoção. No meu entender existe um elemento que nunca deve faltar à uma música: verdade. Quem conhece a Deise, conhece um pouco de sua história de vida e o percurso que fez até chegar aqui, sabe bem do que eu estou falando. A música é reflexo imediato de tudo isso e, sem dúvidas, aumenta o impacto que causa. Embora eu não tenha elementos que possam provar o que vou dizer, me inclino a pensar que o público em geral, mesmo não conhecendo a trajetória pessoal do artista, percebe essa verdade e adere à mensagem da música.
“Para Deus não existem portas fechadas, Ele pode entrar quando quiser, mas nunca vai entrar sem ser convidado”
7. E quanto ao vídeo, quem dirigiu e como surgiu o roteiro?
DEISE: O roteiro foi pensado junto com um amigo formado em cinema, chamado Henrique Torres. Desenvolvemos o conceito e escrevemos juntos, de modo que o filme pudesse ter mais impacto e valorizasse todo o drama exposto na canção.Opinei o tempo inteiro. Sou uma artista que se envolve 100% em cada trabalho.
FELIPE: As gravações foram tranquilas. A condução do diretor Hugo Pessoa fez toda a diferença. Ao mesmo tempo em que demonstra ser um profissional extremamente seguro, que sabe o que está fazendo, é também um artista sensível. Isso passa muita tranquilidade para quem está sendo dirigido. Sem falar que o roteiro estava bem delineado, evitando assim eventuais contratempos. Só restou trabalhar e esperar o resultado.

8. Fale sobre o final do clipe e a simbologia por trás das imagens.
DEISE: Para Deus não existem portas fechadas, Ele pode entrar quando quiser, mas nunca vai entrar sem ser convidado, Ele respeita nossa escolha. Cabe a gente escolher se abre ou não a porta da nossa alma. Se O deixa participar da nossa vida ou vai sempre ser deixado no banco de trás.
FELIPE: O homem gosta do conforto de uma experiência religiosa onde existe uma dicotomia entre o espiritual e o material. Criamos a ilusão de uma dimensão não-espiritual da vida e o resultado disso é a sensação de que há momentos em que estamos distantes dEle. Melhor dizendo, a simples percepção de que fora dEle não há vida, já é suficiente para desmontarmos essas categorias. Embora a música não diga isso textualmente, reforça a ideia de que ‘a terra está cheia da Sua glória (Isaías 6.3)’, que estamos todos, sempre, ‘diante de Sua face (Salmos 139.7)’ e, por fim, que ‘nada nos separa do amor de D’us que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Romanos 8.39)’. A música é uma reflexão a respeito das portas que fechamos e que nos impedem de vê-lo, mas Ele continua lá, incansável, esperando o filho abrir a porta e enxergar que Ele sempre esteve ali.


(Agradecimentos a Camila Mota por intermediar a entrevista)


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