19 de junho de 2017

ARTISTA NO DIVÃ: Estêvão Queiroga fala sobre clipe “Se for com Você (Pode Ser)”, ambientado no universo dos games

Certamente Estêvão Queiroga é um dos cantores mais versáteis da cena gospel atual. A prova é o seu novo clipe Se for com Você (Pode Ser) no qual aposta por um aspecto mais tecnológico (videogame) em antítese ao seu primeiro vídeo – A Partida e o Norte – que trazia uma estética mais rupestre.

Ambas as músicas são do seu CD de estreia Diálogo Número Um, trabalho este lançado pela Sony Music e que revelava o quão eclético o cantor é em suas canções desde a pegada regional em Toada de Dedé e Corre atrás do Vento, passando pelas introspectivas É Isso e O que Será?, chegando ao pop de Nós e Bom e Mau.

Aproveitando o lançamento do clipe de Se for com Você (Pode Ser), batemos um papo rápido e descontraído com Estevão Queiroga, que falou sobre as inspirações para a concepção desse projeto.
Estêvão Queiroga contracena com a esposa no novo clipe (Reprodução de Internet)
1. Depois de um clipe mais bucólico, como foi o “A Partida e o Norte”, de onde veio a ideia de fazer um nos moldes mais tecnológico como um videogame?
A própria música sugeriu um clima mais leve. A ideia não foi ser tecnológico, mas divertido. Mostrar essa dinâmica de dar e querer atenção, do dia a dia do relacionamento, numa linguagem universal como é a dos games.

2. E em meio a tantos avanços de resolução por que um em 8 bits?
8 bits é a linguagem clássica dos games. Há um certo carinho no imaginário da gente por jogos como Mario, Zelda e tantos outros.
O clipe traz um visual inspirado nos antigos jogos em 8 bits
3. Já estava planejado lançar o clipe dessa música? E lançá-la próximo ao Dia dos Namorados foi algo pensado é calculado ou mais na vibe do “seria legal se...”?
O clipe já estava filmado e animado desde 2015, antes mesmo de filmarmos ‘A Partida e o Norte’, faltando apenas a finalização. Achamos que ‘A Partida e o Norte’ apresentava melhor o trabalho. Aí pensamos que seria legal lançar numa data onde as pessoas estivessem falando mais do tema. Acabou dando certo.

4. De onde surgiu a ideia de a trilha sonora do jogo ser o trecho do “Preço do Amor”? Você acha que o público vai entender a proposta?
O jogo do início teria que ter alguma trilha. Então, as três trilhas usadas fazem referência a músicas do meu álbum que falam de amor. Isso é apenas um ‘easter egg’, ou seja, uma surpresinha. Alguns vão pegar e pra eles vai ser divertido descobrir. Mas quem não sacar vai curtir o clipe do mesmo jeito, então não me preocupo com isso.


5. É a sua esposa no clipe certo? E ela topou participar logo de cara ou teve que convencê-la?
Ela já participou do clipe de ‘A Partida e o Norte’, cantou no meu disco, me inspirou a escrever esta e outras canções. Então foi super tranquilo, ela adorou a ideia. E acho que atuou melhor que eu (risos).

6. Pra finalizar, o roteiro foi pensando a partir de um mal social que é a diminuição das interações pessoais. Qual sua posição em relação a esse tema?
Claro que isso está presente, mas não iria tão fundo nisso. Foi uma brincadeira mesmo. Penso que transformar o celular no vilão é injusto. O ponto é: eu, mais tu, mais Deus, mais ninguém. Se tem alguma coisa impedindo a gente de ser um, preciso parar e me reconectar com quem é mais importante. Nossos relacionamentos são mais importantes que o celular, um jogo, o trabalho...

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